Boas Vindas!!!

Sejam todos bem vindos ao blog “UM NOVO FAZER”.Este blog foi organizado com o objetivo de apresentar as atividades desenvolvidas no Curso GESTAR II – GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR. Bem como, familiarizar seu uso aos interessados em divulgar e receber informações para que este seja utilizado com mais êxito e eficiência.
Cursista: Eulina Rego

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

OFICINA: VARIANTES LINGUÍSTICAS

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO MIGUEL
SEDUC - Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Turismo
Rua: Sinhá Rego, 20 Centro – São Miguel – 59920-000 – Telefax: (84) 33532039
GESTAR II – LÍNGUA PORTUGUESA


OFICINA – SIMULAÇÃO DE UMA AULA

Formador (a): Maria Madeleine Crisóstomo Aquino Moreno
Disciplina: Língua Portuguesa
Cursista: Francisca Eulina do Rego

PLANO DE AULA

OBJETIVOS:
Ø Relacionar língua e cultura;
Ø Identificar os principais dialetos do Português;
Ø Trabalhar os gêneros textuais, priorizando o texto humorístico;
Ø Praticar as atividades de linguagem (simulação de aula para os colegas).


TEMA
Variantes lingüísticas: dialetos e registros: as Inter-relações entre Língua e Cultura; os dialetos do Português – texto humorístico

METODOLOGIA
Ø Tempestade de idéias (sobre o humor): Questão - Como está o seu humor?;
Ø Entrega de tarjetas para a escrita de palavras ou frase sobre o estado de espírito (humor) para afixar em cartaz;
Ø Colagem das tarjetas;
Ø Questionamento: Quem não gosta de ouvir ou ler uma história divertida, contada com graça e expressividade?
Ø Leitura dramática do texto: Papos, de Luís Fernando Veríssimo;
Ø Comentários sobre o texto (variações);
Ø Predição: do texto A estranha passageira, a partir das seguintes questões:
Ø A história é mais voltada para a realidade ou para a ficção? Por que será que a passageira é estranha? Quem é ela? É passageira de automóvel? Trem? Navio? Avião? Quem será o narrador, isto é, quem conta a história? Será sério esse texto? Ou engraçado? Ou triste?
Ø Leitura silenciosa do texto;
Ø Leitura oral dramatizada por voluntários: um homem e uma mulher;
Ø Comentários sobre o texto lido/apresentado;
Ø Atividade de produção orais - textos humorísticos;
Ø Show de apresentações – contação de piadas;
Ø Avaliação – melhor piada, melhor humorista;
Ø Leitura da escrita sobre humor nas tarjetas e comentários sobre a mudança ocorrida após a aula (como chegou e como saiu da aula.);
Ø Avaliação oral sobre a aula;
Ø Conclusão da aula com leitura de um texto humorístico: culinária

RECURSOS UTILIZADOS
v Textos: Papos, de Luís Fernando Veríssimo; A estranha passageira, de Stanislaw Ponte Preta; culinária
v Tarjetas;
v Cartaz;
v Recursos humanos (dramatizações)

AVALIAÇÃO
A avaliação será diagnóstica e processual, levando os envolvidos no processo ensino-aprendizagem ao movimento constante de ação – reflexão e ação, a fim de propor intervenções durante o processo (tempestade de idéias, aula, elaboração e apresentação de textos/ piadas, avaliação oral dos resultados).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Apresentação dos Temas Transversais. Brasília – MEC/SEF, 1998.
_______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília – MEC/SEF, 1998.
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Programa Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa: Caderno de Teoria e Prática 1 – TP1: Linguagem e Cultura. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008.
DELMANTO, Dileta; CASTRO, Maria da Conceição. Português: idéias & linguagens, 5ª a 8ª série, 12 ed. Reform – São Paulo: Saraiva 2005.

TEXTOS DE APOIO
01 - A estranha passageira

– O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de vôo – e riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se ia a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e fiz o bacano respondendo que estava às suas ordens.
Madama entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente. Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e a arrumar todos aqueles pacotes. Depois não sabia como amarrar cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi
– Para que esse saquinho aqui? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
– É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
– Uai... as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro?
Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue (embora com tantas carnes parecesse um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos para todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
– Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só para ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir os jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janela para ver a paisagem) e gritou:
– Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
– Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: – Como nós estamos voando alto, moço. Olha só... o
pessoal lá embaixo até parece formiga.
Suspirei e lasquei:
– Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou vôo.
Preta, Stanislaw Ponte. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.


02 - PAPOS
- Me disseram...- Disseram-me.- Hein?- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?- O quê?- Digo-te que você...- O “te” e o “você” não combinam.- Lhe digo?- Também não. O que você ia me dizer?- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...- O quê?- O mato.- Que mato?- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?- Eu só estava querendo...- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!- Se você prefere falar errado...- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?- No caso... não sei.- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?- Esquece. - Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.- Depende.- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dá. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

Luís Fernando Veríssimo





4 comentários:

  1. SALVE !
    Sou professora, pesquisadora e contadora de histórias.Vivo de blog em blog angariando leitores e tentando divulgar o meu pelo simples fato de perpetuar a história de meu país - tenho medo que ela seja engolida por toda essa globalização.
    Se gostar de meu esdpaço e achar minha proposta coerente, por favor SIGA-ME nesta luta por um mundo melhor.
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... está convidando para conhecer uma lenda bastante contemporânea - a do pássaro-cabeça-de-vento.
    É só clicar no link http://www.silnunesprof.blogspot.com que você chega até lá rapidamente.
    Gostaria que tivesse um pouquinho mais de paciência comigo, estou com alguns probleminhas para resolver: preciso de um novo exame de vista e de um monitor novo, o meu está meio embaçado, já tentei regular, mas o problema está com ele mesmo, tenho de comprar outro. E agora não me encontro em condições disso - só eu sei o sacrifício que faço para postar as histórias.
    Se já passei por aqui, mil perdões. Como disse, a falta dos meus óculos e esse monitor com problemas não me deixam enxergar direito.
    Que os bons ventos soprem a seu favor neste ano de 2010.
    A PAZ .
    Saudações Florestais !

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  2. Obrigada, por sua visita!
    Sinta-se em casa, e fique a vontade.
    Mande seus comentários sempre que quiser,e faça observações quando achar necessário. Esse é um bom caminho para melhorarmos nossas edições e mantermos contato profissional.
    UM NOVO FAZER!

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  3. Meu seu blog é espetacular, show, not°10 desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua família
    Um grande abraço e tudo de bom
    Ass:Rodrigo

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  4. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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